Ana Isabel Fazendeiro, Graciete Costa, Natália Couceiro, Paula Rodrigues, Rosário Cunha, Fernando Rodrigues

Translate

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Anticorpos anti - complexo de Golgi

O aparelho ou complexo de Golgi é uma estrutura citoplasmática de localização périnuclear, com aspecto característico, constituída por conjuntos de membranas (cis, medial e trans). É fundamental no processamento, transporte e selecção das proteínas recentemente sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso.

Identificou-se uma família de proteínas (autoantigénios) que integram a estrutura do complexo, designadas por Golginas (giantina/macrogolgina/GCP372/golgina-245/p30, golgina-160/GCP170, golgina-95/gm130, golgina 97, 115 e a golgina-67), a que se ligam os anticorpos anti - aparelho de Golgi.Estas proteínas têm uma localização periférica na face citoplasmática das membranas do complexo.

Estima-se que os anticorpos anti - aparelho de Golgi representem menos de 1% dos anticorpos identificados na rotina laboratorial, considerando-se a sua identificação ocasional e a sua relevância na prática clínica discutível. Considera-se contudo, que a sua presença em títulos elevados poderá constituir um sinal precoce de patologia autoimune sistémica, na ausência de manifestações clínicas de doença.

Os anticorpos anti-aparelho de Golgi identificam-se por Imunofluorescência Indirecta (IFI), revelando a sua presença um padrão de fluorescência característico e específico, de localização citoplasmática adjacente ao núcleo. Identifica-se fluorescência de aspecto lamelar ou granular, grosseiro e compacto, semelhante a mosqueado.


    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - aparelho Golgi

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - aparelho Golgi

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - aparelho Golgi

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - aparelho Golgi

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - aparelho Golgi

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Anticorpos anti - sintetase

As miopatias inflamatórias compreendem um grupo heterogéneo de doenças autoimunes, em que a polimiosite e a dermatomiosite são as duas entidades clínicas principais. Ambas estão associadas com a presença de autoanticorpos, alguns dos quais identificados exclusivamente nestas patologias.
Existe uma relação directa entre a presença de determinado autoanticorpo e manifestações clínicas particulares, o que permite identificar e individualizar subgrupos de relevância clínica.

Os anticorpos anti - sintetase são dirigidos ao complexo enzimático das aminoacil-tARN sintetases (histidil-tARN sintetase, treonil-tARN sintetase, alanil-tARN sintetase, isoleucil-tARN sintetase e glicil-tARN sintetase), conjunto de enzimas que catalisa a ligação de um aminoácido específico ao seu ARN de transferência. Estes enzimas, envolvidos na síntese proteica, localizam-se no citoplasma das células.
Os anticorpos anti - sintetase inibem a função respectiva de cada auto-antigénio, não evidenciando contudo uma relação directa com o processo patológico.

Os anticorpos dirigidos a enzimas do complexo das tARN - sintetases estão presentes em, aproximadamente, 20-40% dos doentes com Polimiosite e em 5% dos doentes com Dermatomiosite. Habitualmente, nestes doentes, os anticorpos presentes dirigem-se a uma única sintetase, embora já tenham sido identificados, simultaneamente no mesmo doente, anticorpos para todas as sintetases.
Os anticorpos anti - histidil tARN - sintetase (anti - Jo1) são os mais frequentemente identificados.

O síndrome anti - sintetase caracteriza-se pela presença de anticorpos anti - sintetase e por manifestações clínicas sistémicas de origem muscular (miosite), pulmonar (doença intersticial pulmonar - 50-90%), articular (poliartrite crónica - 50-60%), fenómeno de Raynaud (50-60%). Podem ocorrer também envolvimento cutâneo e febre.
O síndrome anti - sintetase tem um mau prognóstico, com envolvimento pulmonar em 60% dos casos. Nalguns casos pode ocorrer doença pulmonar intersticial, na ausência de envolvimento muscular.

Os anticorpos anti - sintetase originam um padrão de fluorescência denso fino granular no citoplasma das células Hep2 (IFI).
A identificação destes autoanticorpos pode ser efectuada por ensaio imunoenzimático (ELISA) ou imunoblotting, sendo o primeiro método (ELISA) associado, em diversos estudos, a uma sensibilidade elevada e a uma especificidade reduzida.


    Hep 2 (x100) - Anticorpos anti - Pl 12

    Hep 2 (x400) - Anticorpos anti - Pl 12. Padrão de fluorescência citoplasmático, granular fino e denso

    Hep 2 (x400) - Anticorpos anti - Pl 12

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - Pl 12

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - Pl 12

    Hep 2 (x630) - Anticorpos anti - Pl 12

    Hep 2 (x1000) - Anticorpos anti - Pl 12

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Anticorpos anti - ilhéus de Langerhans (ICA)

A diabetes mellitus tipo 1 A é uma doença autoimune específica de órgão que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos,  caracterizando-se pela destruição progressiva das células produtoras de insulina.
Os anticorpos anti - pâncreas ocorrem ainda na fase pré - clínica da doença, funcionando como marcadores precoces do processo autoimune que culmina na diabetes.

Os anticorpos anti - antigénios do citoplasma das células dos ilhéus de Langerhans podem ser evidenciados por imunofluorescência indirecta, utilizando como substrato cortes de pâncreas de primata. Diferentes variáveis podem influenciar a sensibilidade desta metodologia, nomeadamente a qualidade do corte do pâncreas, a duração da incubação com o soro do paciente e o título do conjugado.
Multiplicando o título de anticorpos por 5, obtém-se o valor em unidades JDF (Juvenile Diabetes Foundation).

O pâncreas é uma glândula exócrina (acinosa composta) e endócrina (ilhéus de Langerhans). Os ilhéus, limitados por uma cápsula de tecido conjuntivo, são constituídos por diversos tipos de célula, destacando-se as células α (produtoras de glucagon) com uma localização periférica, e as células ß (produtoras de insulina), com uma localização mais central.

    Pâncreas (x10) - observam-se os ilhéus de Langerhans (1) e os ácinos serosos (2)


Pâncreas (x10) - Presença de anticorpos anti - ilhéus de Langerhans. Observa-se a fluorescência dos ilhéus, contrastando com o aspecto negativo dos ácinos serosos
    


  Pâncreas (x40) - Presença de anticorpos anti - ilhéus de Langerhans. Observa-se a fluorescência no citoplasma das células dos ilhéus.


Pâncreas (x40) - Presença de anticorpos anti - ilhéus de Langerhans. Observa-se a fluorescência no citoplasma das células do ilhéu.
    

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

International recommendations for the assessment of autoantibodies to cellular antigens referred to as anti-nuclear antibodies

International recommendations for the assessment of autoantibodies to cellular antigens referred to as anti-nuclear antibodies
Nancy Agmon-Levin, Jan Damoiseaux, Cees Kallenberg, et al.
Ann Rheum Dis published online October 14, 2013










terça-feira, 15 de outubro de 2013

Anticorpos anti - Ribossomas

Os ribossomas são organelos envolvidos na síntese proteica, estando presentes em todas as células. A sua classificação é feita de acordo com o seu coeficiente de sedimentação em gradiente de sacarose: os ribossomas (80S) são constituídos por duas subunuidades (60S e 40S). A subunidade de maior dimensão (60S) contém três fosfoproteínas ácidas, designadas por P0, P1 e P2, com pesos moleculares de 38kDa, 19kDa e 17kDa, respectivamente.
As imagens de microscopia electrónica demonstram que as duas subunidades se encaixam, proporcionando um entalhe por onde passa o ARNm quando o ribossoma se move durante o processo de tradução e por onde emerge a cadeia polipeptídica recém-formada.


                                             Adaptado de https://sites.google.com/site/kefalikinisi/home/fisiologia-                                                            humana-1/celula-e-celulas/ribossomas/

Os constituintes principais dos ribossomas são o ácido ribonucleico (ARN) e proteínas, em quantidades aproximadamente iguais. A carga eléctrica dos ribossomas é negativa, devido ao predomínio da carga dos fosfatos do ARN relativamente à carga positiva das proteínas, favorecendo a ligação a catiões e a corantes básicos.
O ARN ribossómico representa mais de 80% do total de ARN presente nas células.

Os anticorpos anti - ribossomas reagem com proteínas da subunidade 60S e da subunidade 40S do complexo ribossómico do citoplasma e, com alguma frequência, com os nucléolos. O antigénio é um complexo macromolecular de 140 kDa, constituído pelas proteínas P0, P1 e P2.
A maioria dos anticorpos anti - ribossomas P é da classe IgG, geralmente IgG1 e IgG3, ou IgG2. As proteínas P0, P1 e P2 possuem epítopos comuns constitúidos por uma sequência de 22 aminoácidos do fragmento carboxil terminal.

Os anticorpos dirigidos às proteínas do ribossoma P são considerados altamente específicos para o Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) (10 - 35%). 
Ocorrem em cerca de 90% dos pacientes com lúpus e envolvimento do sistema nervoso central (SNC), com manifestações clínicas de psicose e depressão; a identificação e titulação destes auto-anticorpos é útil no diagnóstico diferencial destas situações, podendo ocorrer aumento de títulos até 5x, antes e durante as fases activas.      
Também podem ocorrer em doentes com LES e com manifestações orgânicas de envolvimento hepático ou renal.
Em doentes com LES, os anticorpos anti - ribossoma P associam-se com os anticorpos anti - Sm e anti - SSA, facto que parece relacionado com uma resposta imune a epítopos associados no ribossoma. Por exemplo, detectaram-se pequenas quantidades de antigénio Sm nos ribossomas e os anticorpos anti - Sm podem apresentar reacção cruzada com uma proteína ribossómica de 20kDa.          

Os anticorpos anti - ribossomas  originam um padrão de fluorescência denso fino granular (por vezes, homogéneo) no citoplasma das células Hep2 (IFI), com maior intensidade périnuclear. Também se pode observar fluorescência nucleolar homogénea (marcação das ribonucleoproteínas nucleolares).



Hep 2 - Anticorpos anti - ribossomas


Hep2 (x400) - Anticorpos anti - ribossomas. Observa-se fluorescência granular fina e densa no citoplasma

Hep2 (x630) - Anticorpos anti - ribossomas. Observa-se fluorescência granular fina e densa no citoplasma e fluorescência homogénea dos nucléolos (setas)

Hep2 (x630) - Anticorpos anti - ribossomas. Mantêm-se a fluorescência citoplasmática e nucleolar,           observando-se também alguns vacúolos (setas)

Hep2 (x630) - Anticorpos anti - ribossomas. 


Hep2 (x1000) - Anticorpos anti - ribossomas. Mantêm-se a fluorescência citoplasmática, observando-se também alguns vacúolos. Nesta imagem, não se observa a fluorescência nucleolar.
     

terça-feira, 16 de julho de 2013

Anticorpos anti - aparelho mitótico

O aparelho mitótico é a estrutura celular responsável pelo movimento e organização dos cromossomas durante a divisão celular.
O fuso mitótico é uma estrutura dinâmica constituída por microtúbulos e um conjunto de proteínas que se organizam a partir dos centrossomas durante a profase.
Os microtúbulos são constituídos por tubulina e um conjunto de proteínas designado por PSAM (proteína S associada ao microtúbulo). Algumas destas proteínas actuam como autoantigénios.
O autoantigénio mais abundante do fuso mitótico é a proteína NuMA (centrofilina 240 kD). Outros autoantigénios menos frequentes são a SP-H, SP-N, MSA-3, CENP-F, MSA-35 (proteína de 35 kD, distribuída ao longo do fuso), MSA-36 (proteína de 36 kD, localizada na zona média do fuso), JB (proteína localizada na zona central do fuso e midbody), RMSA-1(proteína de 47 kD localizada no fuso mitótico) e a SPA-1 (pólos do fuso).
A proteína CENP-F é uma proteína da matriz nuclear que aparece unida ao cinetocoro na fase tardia G2, sendo rapidamente degradada durante a mitose. Na prometafase e na metafase, localiza-se na superfície mais externa do centrómero

Os anticorpos anti - aparelho mitótico originam padrões de imunofluorescência muito característicos, relacionados com as diferentes especificidades dos componentes a que se ligam os autoanticorpos.

Anticorpos anti - MSA1 - padrão de fluorescência mosqueado fino (nucleoplasma), identificando-se o centríolo e o fuso mitótico proximal.


    Hep2 (x400) - Anticorpos anti - MSA1



    Hep2 (x400) - Anticorpos anti - MSA1



    Hep2 (x400) - Anticorpos anti - MSA1



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA1



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA1


    Hep2 (x1000) - Anticorpos anti - MSA1


Anticorpos anti - MSA2 - padrão de fluorescência com grânulos grosseiros isolados (profase), fluorescência do cromossoma (metafase), corpos intermédios ou "midbody" (anafase) ou "anéis de clivagem" (telofase)

    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2




    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2


    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2


    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2


    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA2


Anticorpos anti - MSA3 (CENP-F) - padrão mosqueado fino do núcleo, com intensidade variável de célula para célula e fluorescência intensa dos centrómeros (prometafase e metafase). A fluorescência pode não existir (células G1), ser de fraca intensidade (células S e G2) ou muito intensa (G2 tardia).
Na anafase precoce, identifica-se o "midbody".

    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA3



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA3



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA3



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA3



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - MSA3


Anticorpos anti - tubulina - padrão de fluorescência do fuso, com fibras (metafase), e citoplasma com filamentos.

    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - tubulina. 



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - tubulina



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - tubulina



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - tubulina



    Hep2 (x630) - Anticorpos anti - tubulina

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo

Vasculites - grupo heterogéneo de doenças que, variando quanto à etiologia, características patológicas, quadro clínico, prevalência e prognóstico, partilham a existência de uma inflamação da parede dos vasos.

As vasculites autoimunes caracterizam-se pela ocorrência de anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo na maioria dos doentes. Estes autoanticorpos ligam-se a enzimas localizados nos grânulos citoplasmáticos do neutrófilo (proteinase 3, mieloperoxidase, elastase e catepsina G).

O neutrófilo apresenta um núcleo com pequenos lobos (2 - 5), unidos por pontes finas de material nuclear. No citoplasma do neutrófilo, existem grânulos pequenos, com baixa afinidade para os corantes (neutrófilos), que se subdividem em grânulos primários (azurófilos), secundários (específicos) e terciários.



Neutrófilo - microscopia electrónica (adaptado de medcell.med.yale.edu)

A proteinase 3 é uma glicoproteína localizada nos grânulos azurófilos, fracamente catiónica, com actividade enzimática sobre diversos substratos.

A mieloperoxidase é uma proteína fortemente catiónica, localizada também nos grânulos azurófilos.

A BPI (bactericidal permeability increasing protein) é uma proteína catiónica com actividade antimicrobiana, também assosciada aos grânulos azurófilos.

A lactoferrina é uma proteína de ligação do ferro, localizada nos grânulos específicos.

A catepsina G e a elastase são serina - proteases, também localizadas nos grânulos azurófilos.

Os anticorpos anti - proteinase 3 (PR3) ocorrem na granulomatose com poliangeíte (previamente designada de granulomatose de Wegener), enquanto os anticorpos anti - mieloperoxidase (MPO) ocorrem predominantemente na poliangeíte microscópica.


A pesquisa de anticorpos de anti - citoplasma do neutrófilo efectua-se por imunofluorescência indirecta (IFI), utilizando como substrato neutrófilos humanos fixados pelo etanol. Esta fixação causa a rotura dos grânulos azurófilos, com libertação do seu conteúdo para o citoplasma.
Como a mieloperoxidade   é fortemente catiónica, vai ligar-se à membrana nuclear (carga negativa), originando o aspecto périnuclear (pANCA) que se observa na IFI, quando existem anticorpos anti - mieloperoxidase.
A proteinase 3, fracamente catiónica, mantém uma localização citoplasmática (aspecto cANCA na IFI).
Outro padrão de fluorescência que se pode observar na IFI é o padrão xANCA, mais fino que o pANCA e frequentemente granular. Estes autoanticorpos ocorrem na colite ulcerosa (30-80% dos pacientes) e na doença de Crohn (2-40%). Embora a sua pesquisa não seja decisiva para o diagnóstico diferencial ou para a decisão clínica, podem ser úteis nos pacientes em que os dados clínicos não permitem o diagnóstico diferencial entre a colite ulcerosa e a doença de Crohn. 

Localização dos enzimas num neutrófilo fixado por etanol (adaptado de ckcsphysiology.wikispaces.com)

Se, em vez do etanol, utilizarmos o formol como fixador, não ocorre a desgranulação dos neutrófilos, pelo que as enzimas se mantêm no citoplasma. Deste modo, utilizando como substrato neutrófilos humanos e variando o fixador (etanol / formol) podemos pesquisar a presença de anticorpos pANCA ou cANCA, por imunofluorescência indirecta.

 
Padrão
Auto-anticorpo
Método de fixação
Etanol
Formol
Metanol
cANCA
anti – PR3
c - ANCA
c - ANCA
c - ANCA
pANCA
anti - MPO
p - ANCA
c - ANCA
-
xANCA

x - ANCA
-
x - ANCA




    Anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo (x630) - pANCA

    Anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo (x630) - cANCA


    Anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo (x630) - xANCA

    Anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo (x630) - xANCA

    Anticorpos anti - citoplasma do neutrófilo (x630) - xANCA (aspecto mais granular)